Passei anos da minha vida tentando provar alguma coisa pra mim e para os outros.
Não sei se posso dizer que foi tempo perdido, porque tudo fez parte de um aprendizado, mas era como se apenas existir não fosse suficiente. Eu sentia que precisava me justificar, me validar, me explicar o tempo todo.
Então eu me moldava, me ajustava, tentando caber em lugares que, no fundo, nunca foram feitos pra mim.
E no fundo, eu sabia!
Aquela sensação sempre esteve lá, silenciosa e constante, quase sussurrando: “isso aqui não é pra você”.
Mas eu fiquei mais tempo do que deveria, tentando transformar o desconforto em normalidade, tentando acreditar que, em algum momento, tudo aquilo ia fazer sentido.
E não fez. No fim do dia, sempre me sentia perdida.
Com o tempo, a verdade apareceu através do cansaço. Não um cansaço físico, mas um cansaço profundo, de quem se abandona por tempo demais.
E foi aí que as coisas começaram a mudar, não de forma grandiosa ou barulhenta, mas no silêncio.
No silêncio do meu quarto, da minha casa, foi onde eu finalmente comecei a prestar atenção em mim. Sem plateia, sem expectativas. Só eu.
E ali eu percebi o quanto tinha me abandonado na tentativa desesperada de apagar uma dor antiga. Mas a verdade é que eu nunca tinha ido embora de mim, eu só tinha me esquecido.
Aos poucos, comecei a me lembrar de como eu via o mundo, com mais leveza, mais curiosidade, mais verdade. E também de o quanto eu tinha me perdido no caminho.
E foi então que eu percebi que tudo começa quando a gente para de fugir de si mesmo.
E, no fim, era só sobre voltar pra dentro de mim.
Traduções:
Primeira imagem: "Uma pessoa frequentemente encontra seu destino no caminho que escolheu evitar."
Segunda Imagem: “Qualquer lição que você se recusa a aprender vai se repetir até que você mude.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário